segunda-feira, 2 de setembro de 2013


José Gilvan

Momento sonolento de prazer,

pele de pêssego morna,

respiração leve de folha verde,

boca entreaberta e úmida,

perfume nos ossos da clavícula,

cordão de ouro que desliza

entre os seios ocultos

um pingente de menino,

bela mulher que não cabe inteira na foto,

excita homens e poetas,

revela a beleza que cessa na mulher,

mas eu procuro no retrato

a beleza irrevelada que não morre

e encontro nudez e nada mais.

Amanhã, quem amará essa mulher

Que se consome seduzindo o mundo?

A beleza sem amor perece

Ainda que revelada pela arte.

Nenhum comentário: